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A indústria processadora de aço acumulou retração de 11,3% em 2026 até agosto. Os dados fazem parte de um relatório econômico da Abimetal-Sicetel, elaborado com base na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), do IBGE, e nas estatísticas de comércio exterior do Comex Stat.
Apesar da queda das importações de produtos processados de aço em relação a 2025, os volumes permanecem acima dos níveis registrados em 2024. Segundo a entidade, todos os meses de 2026 apresentaram importações superiores às observadas no mesmo período de 2024. Em agosto, o volume também superou os registrados em junho e julho.
Para Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel, a combinação entre menor consumo interno e importações ainda elevadas mantém a pressão sobre os fabricantes nacionais.
O enfraquecimento da atividade atinge diferentes segmentos consumidores de aço, especialmente os fornecedores de máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e industriais.
De acordo com os dados apresentados pela entidade, a fabricação de máquinas e equipamentos acumula queda de 7,8% em 2026 até agosto, enquanto a fabricação de produtos de metal recua 2,8%. No mesmo período, a indústria de transformação registra retração de 0,1%.
A indústria automotiva apresenta desempenho relativamente mais favorável entre os setores consumidores de produtos processados de aço, mas não compensa a desaceleração observada nos demais mercados.
Segundo Martins, a redução da produção industrial, dos investimentos e das encomendas afeta diretamente a cadeia de processamento do aço, que depende do desempenho de diferentes segmentos da economia.
Embora tenham diminuído em relação ao ano anterior, as importações continuam em patamar elevado na comparação histórica, mantendo a concorrência com os fabricantes brasileiros. A presença de produtos chineses também é apontada pela entidade como um fator de pressão sobre a indústria nacional.
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A Abimetal-Sicetel defende condições mais equilibradas de concorrência e políticas que contribuam para preservar a competitividade das empresas brasileiras, sua capacidade de investimento e a geração de empregos.
Para a entidade, a redução das compras externas, isoladamente, não representa uma recuperação do mercado interno. A retomada do setor depende também da melhora da demanda industrial e das condições para a produção nacional.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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