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Sistemas de climatização utilizados em indústrias, hospitais, data centers, centros logísticos, aeroportos e outros ambientes críticos dependem não apenas dos equipamentos de HVAC, mas também da confiabilidade da infraestrutura elétrica que sustenta sua operação.
Segundo material divulgado pela Engerey Painéis Elétricos, falhas de dimensionamento, proteção ou execução dos painéis podem provocar desligamentos e comprometer a continuidade dos sistemas de climatização.
"Qualquer falha em projetos de climatização pode impactar diretamente a experiência do usuário, a segurança e até a produtividade de empresas inteiras", destaca o engenheiro eletricista Fábio Amaral, CEO da Engerey Painéis Elétricos.
De acordo com Amaral, problemas em sistemas HVAC podem estar associados a componentes da instalação elétrica, como disjuntores, cabos e painéis, além dos próprios equipamentos de climatização.
“Existe uma tendência de olhar para o HVAC como equipamento, quando, na prática, ele é um sistema elétrico complexo. Se essa base não estiver bem dimensionada, o risco operacional aumenta muito”, afirma Amaral.
Entre as soluções utilizadas para ampliar a confiabilidade estão os painéis elétricos certificados. Esses equipamentos atendem à ABNT NBR IEC 61439, norma que estabelece requisitos de segurança, desempenho e ensaios para conjuntos de baixa tensão.
Nos projetos mais recentes de HVAC, segundo o material, a infraestrutura elétrica também começa a incorporar recursos de conectividade e monitoramento contínuo.
Painéis conectados podem fornecer informações sobre corrente, temperatura, eventos de disparo e outras condições operacionais. Com esses dados, as equipes responsáveis pela operação passam a acompanhar remotamente o comportamento elétrico dos sistemas.
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O PrismaSet, da Schneider Electric, é citado no material como exemplo dessa aplicação. A solução utiliza sensores e conectividade embarcada para o acompanhamento remoto de variáveis como temperatura, corrente, eventos de disparo e condições anormais de operação.
"Uma falha deixa de ser descoberta apenas depois que acontece e passa a ser identificada ainda em estágio inicial, permitindo uma intervenção antes da interrupção do sistema de climatização", explica o engenheiro eletricista.
A conectividade também permite registrar eventos ocorridos nos painéis, incluindo informações relacionadas à atuação dos disjuntores. Segundo Amaral, essa rastreabilidade pode reduzir o tempo necessário para o diagnóstico de falhas.
“Quando você tem visibilidade do que está acontecendo no painel, é possível agir antes da falha. Isso muda completamente a lógica da manutenção em HVAC: em vez de atuar de forma corretiva, após a quebra, ou preventiva, baseada em prazos fixos, a operação passa a ser preditiva, orientada por dados em tempo real”, diz o CEO da Engerey.
Com os dados gerados pelos painéis conectados, as equipes podem direcionar intervenções de acordo com a condição real de funcionamento dos equipamentos e priorizar pontos de maior risco, em vez de depender apenas de cronogramas fixos de manutenção.
O avanço ocorre em um mercado em expansão. Segundo dados apresentados no material, com base na Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA), o setor de HVAC faturou R$ 50,15 bilhões no Brasil em 2025 e a projeção para 2026 é de R$ 55,62 bilhões.
O segmento de instalação e manutenção registrou crescimento de 20,7% no último ano e tem expectativa de expansão de outros 19,8% em 2026.
*Imagem de capa: Depositphotos.com
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