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Pesquisa revela que indústrias operam com menos da metade da capacidade real de produção

Os dados fazem parte do Relatório de Referência de Produtividade 2025

Em um cenário econômico global marcado pela pressão sobre as cadeias de suprimentos, flutuação nos custos de matérias-primas e gargalos logísticos, a eficiência interna tornou-se o principal pilar de sobrevivência e competitividade para o setor manufatureiro. No entanto, um diagnóstico inédito acende o alerta para o tamanho do desperdício invisível nas fábricas: antes de adotarem ferramentas de conectividade, as indústrias operam, em média, com uma Eficácia Geral de Equipamento (OEE) inicial de apenas 47,4% – ou seja, utilizam menos da metade de sua capacidade real instalada.

Os dados fazem parte do Relatório de Referência de Produtividade 2025, que está em sua sexta edição bienal. Desenvolvido pela QAD, o estudo analisa dados pré e pós a adoção da solução Red Zone. O mapeamento acompanhou de perto o monitoramento automatizado de 50 milhões de ciclos de produção e a rotina de 491 mil usuários diários em 1.500 fábricas, de diferentes segmentos, espalhadas por 25 países.

Após implementarem a tecnologia de monitoramento voltada para a eficiência operacional, as fábricas registraram um aumento médio de 26,4% na produtividade global em apenas três meses. O OEE médio – índice que mede a eficiência global dos maquinários – saltou de 47,4% para 59,9% ao final do programa de 90 dias. Isso representa um crescimento de 26,4%

O estudo joga luz sobre um ponto cego da indústria 4.0: a negligência com o fator humano. Assim, para mitigar perdas é preciso ir além da adoção de tecnologia: é fundamental engajar a força de trabalho e reduzir a frustração diária. Quando uma máquina quebra ou atrasa, o modelo tradicional gera estresse e cobrança vertical. Na força de trabalho conectada, o aplicativo substitui tarefas administrativas maçantes pela autonomia. Entre outras coisas, o operador usa o dispositivo móvel para sugerir melhorias no processo de produção diretamente pelo sistema e acessar na hora Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) interativos e vídeos instrucionais com tradução integrada para resolver problemas técnicos sem precisar esperar um supervisor.


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Para Fabrício Oliveira, CEO da Vockan, representante exclusiva da QAD no Brasil, o fator humano pode mudar o jogo da implementação de tecnologias voltadas para eficiência operacional. "Metade do potencial de equipamentos e de infraestrutura existentes está sendo perdida por falta de visibilidade de detalhes da operação em tempo real e de comunicação eficiente. O caminho para reverter esse cenário está em incluir digitalmente quem está na linha de frente para solucionar problemas de forma ágil. A tecnologia serve para humanizar o chão de fábrica, reduzindo a frustração diária do operador, e gerando resultado financeiro imediato", analisa.

*Imagem de capa: Depositphotos.com