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CBA recebe R$ 715,9 milhões do BNDES para reestruturar plantas e logística de bauxita

Financiamento da linha Finem apoiará atualização de equipamentos, eficiência hídrica e nova operação ferroviária para transporte de bauxita

A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) recebeu R$ 715,9 milhões em financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Segundo BNDES, os recursos da linha Finem serão destinados à modernização da Fábrica Alumínio (SP) e ao novo Pátio Santa Isabel (GO), voltado ao carregamento de bauxita proveniente da Unidade Barro Alto.

O pacote de investimentos contempla a atualização de máquinas e equipamentos, reaproveitamento de insumos e recursos naturais, aumento da estabilidade produtiva e ampliação da capacidade de produção de itens intermediários.

Entre as ações previstas está a revitalização dos fornos eletrolíticos, estruturas responsáveis pela etapa de transformação do óxido de alumínio em alumínio líquido, com foco na mitigação de riscos operacionais ligados ao desgaste. Também será implantada uma planta de filtração para permitir a disposição a seco na barragem do Palmital, em Alumínio (SP), além da reutilização da água e recuperação de soda cáustica.

O projeto inclui ainda melhorias na sala de pasta anódica, com aumento da capacidade produtiva e aprimoramento da qualidade por meio da redução do teor de piche na composição.

Na área de recursos hídricos, está prevista a modernização do circuito fechado de águas e da estação de tratamento industrial, com objetivo de reduzir o consumo de água potável na Fábrica Alumínio.

No transporte de bauxita, a empresa implementará uma nova operação ferroviária, substituindo parte do uso de caminhões e reduzindo a emissão de carbono no trajeto. As iniciativas industriais concentram-se majoritariamente na unidade de Alumínio (SP), enquanto as melhorias logísticas estão sendo realizadas no terminal de Santa Isabel (GO).


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“O projeto aprovado pelo BNDES reúne uma série de iniciativas que buscam o aumento da produtividade com a introdução de tecnologia mais limpa e eficiente, além da reutilização de água e uma nova solução logística que reduzirá significativamente as emissões de gases de efeito estufa. São investimentos alinhados à política industrial do governo do presidente Lula, visando aumento da capacidade com menor impacto ambiental”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Fundada em 1955, a Companhia Brasileira de Alumínio atua de forma integrada, da mineração ao produto final, incluindo reciclagem. A empresa gera 100% da energia consumida a partir de fontes renováveis e atende mercados como embalagens, transportes, automotivo, construção civil, energia e bens de consumo. Listada na B3 (CBAV3), integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Em 2024, registrou receita líquida de R$ 8,2 bilhões e Ebitda ajustado de R$ 1,4 bilhão, segundo BNDES.