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BNDES aprova R$ 200 milhões para Eve avançar no desenvolvimento do eVTOL

Financiamento apoia a integração do motor elétrico e a preparação da aeronave para testes de certificação, fortalecendo a produção nacional de tecnologias avançadas de mobilidade aérea

Segundo informações da Agência BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um financiamento de R$ 200 milhões para apoiar a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer dedicada à Mobilidade Aérea Urbana (UAM), na fase de integração e funcionamento dos motores elétricos da primeira aeronave de certificação do eVTOL, conhecido como “carro voador”.

Do total aprovado, R$ 160 milhões são provenientes do Fundo Clima e R$ 40 milhões da linha Finem. Além da integração do motor, os recursos permitirão preparar o veículo para a campanha de testes necessária à obtenção do certificado de tipo perante a ANAC.

O anúncio ocorreu nesta terça-feira (9), em São Paulo, durante a comemoração da listagem da Eve na B3, etapa que reforça a estratégia da empresa de diversificar sua base acionária e ampliar o acesso a investidores brasileiros. A Eve já é listada na NYSE desde 2022.

Durante a cerimônia, o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES, Alexandre Abreu, destacou que o desenvolvimento do eVTOL representa um marco tecnológico para o país. Ele afirmou que o projeto evidencia a capacidade do Brasil de competir em alta tecnologia e reforçou o papel da Embraer como símbolo de excelência industrial. Abreu também lembrou que o BNDES é o segundo maior acionista da empresa e celebrou o retorno do Banco ao mercado de capitais após uma década.

O eVTOL em desenvolvimento terá capacidade para quatro passageiros além do piloto, autonomia aproximada de 100 km e espaço para bagagens. O projeto inclui oito motores elétricos elevadores para operações verticais e um motor traseiro para voo horizontal, solução projetada para ampliar segurança e controlabilidade.


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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou que a fabricação do eVTOL representa uma inovação disruptiva no conceito de mobilidade urbana, ao permitir conexões entre pontos estratégicos das grandes cidades com emissões inferiores às de helicópteros e automóveis. Ele destacou ainda que o projeto já acumula 2,8 mil encomendas em nove países e afirmou que a expectativa é realizar o primeiro voo em 2026, cem e vinte anos após o voo histórico do 14-Bis.

O CFO da Eve, Eduardo Couto, explicou que o financiamento permitirá acelerar uma etapa crítica do programa: a integração do sistema de propulsão elétrica, responsável por garantir desempenho, segurança e confiabilidade à aeronave certificável. Ele reforçou o agradecimento ao BNDES pelo apoio contínuo à visão da empresa de transformar a mobilidade urbana com soluções sustentáveis e industrializadas no Brasil.

Desde 2022, o BNDES já aprovou R$ 1,2 bilhão em crédito para o desenvolvimento do eVTOL, incluindo a construção da fábrica em Taubaté (SP). Em agosto de 2025, o Banco anunciou ainda R$ 405,3 milhões em investimento direto, parte da retomada da atuação da BNDESPAR no mercado de renda variável.