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A COP 30 acaba de ganhar um reforço de peso entre os temas a serem debatidos. Pela primeira vez, a economia circular aparecerá com destaque. A novidade foi anunciada durante o Fórum Nacional de Economia Circular, que contou ainda com a apresentação das ações prioritárias do Plano Nacional de Economia Circular e foi presidido pela secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Julia Cruz.
“Enviamos manifestações para a Secretaria Executiva da COP com sugestões para inserção da economia circular como um tema transversal e estratégico na programação da COP, e o tema foi muito bem recebido”, detalhou o secretário-adjunto de Economia Verde, Lucas Ramalho.
O tema entrou para a programação oficial da COP 30 nos dias 10 e 11 de novembro, e deverá ser abordado na Green Zone e na Blue Zone.
Entre as questões que devem ganhar destaque estão a contribuição da circularidade econômica para alcançar as metas de redução de gases produzidos por combustíveis, a apresentação da plataforma Recircular Brasil, criada pela ABDI, e a contabilidade das emissões climáticas como forma de acelerar a transição da economia circular.
Também no cenário internacional, o colegiado comemorou a determinação dos Brics em consolidar as bases da cooperação para o desenvolvimento industrial verde, aproveitando plenamente o enorme potencial no uso eficiente de energia e recursos durante os processos produtivos industriais.
A declaração conjunta – assinada em maio por ministros da indústria dos países que compõem o bloco – reafirmou a liderança dos Brics na promoção da circularidade no setor produtivo global e comprometem-se com a adoção de uma abordagem de economia circular ao longo de todo o ciclo de vida dos produtos — do ecodesign à produção mais limpa, ao consumo responsável — estabelecendo-se como um bloco de referência em práticas sustentáveis e no fortalecimento das cadeias globais de suprimento.
O Plano Nacional de Economia Circular prevê a execução de 18 macro-objetivos e de 71 ações divididas em cinco eixos:
As ações em cada eixo estratégico são conduzidas por grupos de trabalho (GT) específicos, responsáveis por planejar e executar iniciativas. O Plano tem como objetivo a implementação da circularidade na economia brasileira nos próximos 10 anos.
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