Escola GHC e SKA desenvolvem dispositivo impresso em 3D para pacientes de Covid

O dispositivo foi aperfeiçoado a partir de modelo já existente, oferecendo mais segurança para a equipe de saúde e melhor desempenho para o tratamento dos pacientes.


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O Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde (CETPS) do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), juntamente com a empresa SKA Automação de Engenharias, iniciaram, no mês de agosto, o desenvolvimento e aperfeiçoamento de um dispositivo que auxilia pacientes de Covid.

Conhecido como sistema fechado de aspiração, o dispositivo comercializado mundialmente encontrava-se em falta no mercado, além de ter seu preço aumentado em 10 vezes quando comparado ao valor pago antes do início da pandemia. Utilizando a Resolução n. 356, de 23 de março de 2020, que flexibiliza a fabricação de dispositivos prioritários relacionado ao Sars- CoV-2, o GHC, por meio dos voluntários “Brothers in Arms”, estabeleceu contato com a SKA, que prontamente acolheu o desafio de projetar e imprimir o novo dispositivo.

Sua utilização foi revisitada, e o dispositivo, redesenhado. Agora, ele pode ser utilizado como sistema fechado de aspiração, aerocâmara de administração de aerossol, sistema de instilação de líquidos ou todos esses juntos. O desempenho da novidade foi comparado ao dispositivo encontrado no mercado nos testes “in vitro” de fluxo de ar, dispersão de aerossol, resistência, entre outros. Os achados mostram desempenho superior em muitos aspectos testados.

O dispositivo foi aperfeiçoado a partir de modelo já existente, oferecendo
mais segurança para a equipe de saúde e melhor desempenho para o tratamento dos pacientes.
Imagem: Divulgação/SKA

Foram inúmeros encontros entre os engenheiros da SKA e profissionais do GHC que resultaram nesta inovação. Com ela, é permitido que profissionais da saúde façam a remoção de secreção de pacientes submetidos à intubação, eliminando a exposição à aerossolização, garantindo a integridade da equipe. O dispositivo até então usado não permite a administração adequada da medicação, já que ela não chegava na forma de aerossol ao pulmão.


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Vislumbrar novas possibilidades só foi possível através da manufatura aditiva, que permite repensar a engenharia, propondo soluções que os métodos tradicionais de manufatura não alcançam, além de representar a diminuição no consumo de matéria-prima para seu desenvolvimento. A agilidade da manufatura digital, que une redesign, processos automatizados e impressão 3D, revisita as execuções de projetos, permitindo entregas em um menor tempo possível, com a qualidade igual ou superior ao processo tradicional.

“Mais do que melhorar processos, o objetivo da SKA sempre foi repensar a engenharia, algo que incorpora a nossa missão de transformar a indústria por meio da inovação tecnológica sustentável. Poder fazer isso enquanto se buscam saídas para tratar pacientes é algo que transpõe nossa missão e nos deixa orgulhosos e certos do caminho que estamos trilhando”, afirma Siegfried Koelln, CEO da SKA.

Para Cleber Verona, gerente de Ensino e Pesquisa do GHC, “encontrar parceiros que entendam a necessidade e urgência do nosso trabalho é extremamente reconfortante e a SKA mostrou-se disposta a desenvolver algo que não apenas substitua o material antigo, mas que proporcione ainda mais benefícios, o que irá garantir segurança a equipe, bem como auxiliar na recuperação dos pacientes”.

O novo aparato está sendo submetido à patente no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) entre a SKA e o GHC. Além disso, será testado “in vivo” através de pesquisa realizada por projeto de um mestrando da Escola GHC.




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