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COP30 destaca a manufatura sustentável no Brasil

Senai São Paulo e a Sandvik Coromant exploram como a indústria manufatureira brasileira está promovendo a sustentabilidade

A 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) acontece em Belém (PA) de 10 a 21 de novembro. Marcando dez anos desde o Acordo de Paris, a COP30 reúne líderes globais para acelerar a ação em prol das metas climáticas. Nesse contexto, o Senai São Paulo e a Sandvik Coromant exploram como a indústria manufatureira brasileira está promovendo a sustentabilidade por meio de iniciativas de economia circular e parcerias educacionais.

O Brasil está apoiando o compromisso da indústria manufatureira com a redução de resíduos e emissões de CO2 por meio do Plano Nacional de Economia Circular, que inclui 71 ações voltadas para o uso mais eficiente de recursos, a criação de empregos verdes e a redução do desperdício. Conforme publicado pela Fundação Ellen MacArthur, uma organização sem fins lucrativos que atua globalmente para acelerar a economia circular, essa transição pode permitir que a produtividade de recursos no Brasil cresça 3% ao ano.

A líder da Fundação para a América Latina, Luisa Santiago, elogiou a estratégia, afirmando que ela “apresenta uma visão completa do potencial da economia circular, que vai muito além da reciclagem. Ela se concentra no design circular e na regeneração produtiva da natureza, aspectos cruciais para desbloquear um crescimento econômico mais rápido em setores e modelos de negócios alinhados com uma economia circular”.

Avançando com a circularidade

A circularidade está se tornando fundamental para a forma como os fabricantes operam. Ao fechar os ciclos de materiais, reduzir o desperdício e reutilizar recursos, as empresas podem fortalecer as cadeias de suprimentos e diminuir as emissões. À medida que as indústrias enfrentam pressões crescentes para descarbonizar processos e garantir a longevidade de materiais críticos, a circularidade oferece um caminho para maior resiliência e competitividade.


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Ao projetar processos que recuperam e reutilizam recursos e ao incorporar a circularidade ao design de produtos, os fabricantes não apenas reduzem a dependência de matérias-primas virgens, como também conseguem estabilizar os custos de produção, proporcionar maior visibilidade da cadeia de suprimentos e preparar as operações para o futuro, prevenindo interrupções.

As metas da Sandvik Coromant incluem atingir 100% de recompra de ferramentas de metal duro usadas até 2028 e trabalhar para alcançar 90% de circularidade de resíduos, garantindo que materiais valiosos como o tungstênio sejam reciclados em vez de acabarem em aterros sanitários.

Por meio de iniciativas como o recondicionamento de ferramentas e a reutilização de materiais de embalagem, a Sandvik Coromant demonstra como a manufatura circular pode aumentar a eficiência e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental.

Sandvik Coromant e Senai-SP

A Sandvik Coromant firmou parceria com o Senai-SP para colocar a sustentabilidade no centro da formação profissional. A parceria combina tecnologia avançada com treinamento prático, incentivando a responsabilidade ambiental por meio da reciclagem. A iniciativa concentra-se na reciclagem de sucata metálica, proporcionando aos alunos experiência prática com práticas de economia circular e ensinando a importância da sustentabilidade na indústria.

Claudio José Camacho, vice-presidente de Vendas para a América do Sul e Central da Sandvik Coromant, afirmou: "Esta parceria representa um avanço significativo, especialmente na área de reciclagem. Ao combinar a expertise educacional do Senai-SP com a liderança tecnológica da Sandvik Coromant, impactaremos positivamente o aprendizado dos alunos e o meio ambiente".

Reciclagem em ação

Uma parte fundamental da parceria é um programa de reciclagem que coleta sucata de metal duro das escolas Senai-SP em todo o estado de São Paulo. Os alunos depositam sua sucata de metal duro em caixas especiais, que são coletadas e enviadas para a Áustria para serem processadas. O material reciclado retorna então transformado em novas ferramentas, proporcionando aos alunos uma experiência imediata de manufatura circular em ação. Espera-se que o programa reduza o consumo de energia em 70% e as emissões de CO₂ em 40%.

"Ao reciclarmos a sucata de metal duro, não estamos apenas beneficiando a sociedade e o meio ambiente, mas também proporcionando aos alunos da Senai-SP acesso a ferramentas de alta tecnologia. Esta iniciativa nos enche de orgulho, pois ajudamos a pavimentar o caminho para que os futuros profissionais prosperem em um mundo sustentável e impulsionado pela tecnologia", diz Carlos Kenji Takeuti, Gerente de Atendimento ao Cliente.

* Esta empresa é parceira do Grupo CIMM