Bracell levantou US$ 1,8 bilhão para a maior e mais verde fábrica de celulose do mundo já em operação em SP

A fábrica foi concluída dentro do prazo e do orçamento, apesar da pandemia, e iniciou suas operações em novembro de 2021.

A Bracell, produtora de celulose solúvel e integrante do grupo de empresas RGE, recebeu forte apoio de bancos brasileiros e internacionais, captando US$ 1,8 bilhão por meio de empréstimo sindicalizado. O valor financiou o empreendimento da maior e mais verde fábrica de celulose do mundo localizada em Lençóis Paulista, São Paulo. A construção da fábrica foi concluída dentro do prazo e do orçamento, e iniciou suas operações em novembro de 2021.

A Bracell está verticalmente integrada em sua cadeia de suprimentos, desde plantações de fibras renováveis até a produção de celulose kraft, celulose solúvel e celulose especial que são vendidas no mercado interno e internacional. Celulose solúvel e especial estão entre as principais matérias-primas usadas para criar uma ampla gama de produtos, desde têxteis, lenços umedecidos e armações de óculos até embalagens para salsichas e produtos farmacêuticos, além de produtos industriais, como cabos de pneus de alto desempenho.

“O financiamento, representando o maior investimento privado no estado de São Paulo nas últimas duas décadas, demonstra nossos contínuos investimentos no Brasil. Estamos orgulhosos da nossa equipe, que entregou uma sólida execução de projetos e mantém a fábrica em funcionamento, apesar dos desafios impostos pela pandemia. A maior e mais verde fábrica de celulose do mundo endossa nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável, conservação e desenvolvimento comunitário, uma diretriz que norteiam nossas operações globalmente. A celulose solúvel é renovável e biodegradável, atende à tendência crescente e à preferência dos clientes pelo uso de produtos sustentáveis”, disse Tey Wei Lin, Presidente da RGE.

Uma fábrica de celulose de nova geração, sustentável, que conta com a melhor e mais recente tecnologia para o setor, sem o uso de combustíveis fósseis. Ela foi projetada com inovações importantes, incluindo uma biorrefinaria que controla a entrada de materiais para maximizar a reciclagem, minimizar o desperdício e reduzir a pegada ambiental de forma significativa, resultando em baixo consumo de água e baixas emissões. Com duas linhas de produção flexíveis, pode produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose solúvel por ano ou entre 2,6 milhões e 2,8 milhões de toneladas de celulose kraft por ano. Além disso, é autossuficiente em energia, e o excedente de energia limpa e de alta qualidade é disponibilizado no Sistema Interligado Nacional. O fábrica empregou mais de 11.000 funcionários durante o pico da construção e criou 6.650 empregos permanentes para a comunidade local.


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Os bancos de empréstimos sindicalizados de sete anos são co-liderados pelo Banco Bradesco e Bank of China, com participação do Banco Itaú, China Minsheng Bank, Banco do Brasil, Bladex e Safra.

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