Honda planeja fabricar carros elétricos voadores, os VTOLs, e robôs de telepresença


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A Honda anunciou, na quinta-feira (30), que está trabalhando para incluir em seu portfólio pelo menos dois novos itens: robôs de telepresença (que permitem, entre outras funções, a realização de conversas por áudio e vídeo remotamente), e os VTOLs, os carros elétricos voadores que no futuro poderão ser utilizados para viagens entre cidades. 

Para o eVTOL, a Honda planeja aproveitar a tecnologia de bateria de lítio desenvolvida para seus veículos, segundo reportagem do Engadget. Também pretende acrescentar uma turbina a gás para dar às futuras aeronaves alcance suficiente para realizar voos regionais.

A empresa prevê que, no futuro, os táxis aéreos serão integrados aos veículos terrestres autônomos e aviões comerciais tradicionais. O projeto está em fase inicial de pesquisa e provavelmente permanecerá assim até pelo menos até 2025. A Honda prevê ter unidades de protótipo disponíveis para teste e certificação até 2030 e um lançamento comercial por volta de 2040.

Concorrência aérea

A Honda não é a primeira empresa a anunciar a fabricação de eVTOLS. A Cadillac, por exemplo, exibiu seu carro aéreo no início deste ano, enquanto a Joby (em parceria com a NASA) já tem protótipos em escala real voando. A Embraer e a Helipass anunciaram também neste ano um acordo para oferecer voos em eVTOLs na Europa. Os voos incluirão passeios turísticos, traslados para aeroportos e serviço sob demanda na França e em outros países do continente.

Durante a coletiva em que apresentou seu eVTOL, a Honda também falou sobre o robô de telepresença. A empresa anunciou que pretende colocar o dispositivo em uso prático na década de 2030 e realizará testes de demonstração de tecnologia até o final do primeiro trimestre de 2024 para atingir essa meta. A companhia ainda quer reduzir o tamanho do hardware da mão do robô e melhorar sua destreza.


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Outra meta da Honda é ampliar sua presença na indústria espacial. A companhia pretende desenvolver um sistema de energia renovável que poderá ser utilizado como combustível em equipamentos na superfície da Lua. Esse empreendimento também ainda está na fase de pesquisa.




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