5G, a nova indústria e mudanças a serem esperadas

Fonte: Pixabay

Um dos assuntos mais quentes no setor de inovação tecnológica é a tão aguardada chegada do 5G. A novidade permitirá desde novos níveis de automação e integração de setores produtivos quanto novas possibilidades no uso pessoal. 

As pessoas vão contar com velocidade de download tão aumentada que participar de experiências online através dos jogos, realidade aumentada e realidade virtual  como aquelas disponíveis em portais de e-gaming, e que terão pouco ou nenhum delay. 

A qualidade dos gráficos terá uma  melhora sensível e a possibilidade de personalização de jogos será ainda maior, já que a capacidade de armazenar dados e interpretá-los com o uso de inteligência artificial será uma possibilidade. A rapidez de conexão e navegação em sites de apostas eSports como o do https://campobet.com/br/, mesmo com tantas informações sendo expostas ao mesmo tempo, será muito maior que com as tecnologias atuais. Mas essa é só a ponta do iceberg das mudanças.

As mudanças previstas para essa revolução em conectividade prometem abalar não apenas a indústria enquanto setor social, mas também como as pessoas enxergam a internet móvel no trato diário e pessoal. Seja participando de salas de cassino em tempo real ou integrando sistemas de TI com chão de fábrica através de velocidades de conexão nunca vistas antes, o 5G é o próximo grande passo em termos de internet.

Inovações além da conectividade

O potencial do 5G é difícil de prever até para as mentes mais imaginativas. O passo gigantesco que está sendo dado em relação à tecnologia presente (o 4G) é complexa de mensurar, mas o otimismo é inegável.

Um documento elaborado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) acredita que um dos principais pontos ligados ao desenvolvimento do 5G é o estabelecimento de uma economia digital avançada e intensiva em dados. Isso significa, é fácil compreender, que se espera uma revolução no que diz respeito a tráfego de dados, em primeiro lugar.

A simples conexão, porém, é apenas a ponta do iceberg. Desde mudanças na lógica produtiva, passando pelo desenvolvimento de conceitos ainda considerados futuristas, como cidades inteligentes, tudo seria afetado – e avançado – pelo 5G enquanto tecnologia inovadora.

Mudanças no ecossistema produtivo

O ecossistema que poderá se beneficiar da tecnologia 5G é amplo a ponto de ser complicado de listar. Os especialistas das telecomunicações calculem que a nova tecnologia de conexão pode amplificar a velocidade de download de 80 a 100 vezes em relação ao volume atual. 

Isso afetaria, claro, os usuários comuns, que veriam seus dados sendo enviados e recebidos a velocidades nunca antes experimentadas, – o que permitiria uma série de novas possibilidades em comunicação, entretenimento, compartilhamento de dados e assim por diante – mas vai muito além disso; a indústria por si só estaria na vanguarda de algumas mudanças substanciais.

Em termos produtivos, haveriam mudanças sensíveis, em primeiro lugar, em tudo que diz respeito a tráfego de dados e armazenamento. Afetando desde capacidade de redes remotas em nuvem até desenvolvimento de robótica conectada, uma rede amplificada e de velocidade nunca antes vista poderia trazer grandes avanços à cadeia produtiva como um todo – afetando desde as linhas de produção mais básicas, a logística e o consumo final.

Implantação a curto prazo?

A parte mais complexa do 5G é, de longe, sua implementação no Brasil. Polêmico desde o primeiro momento por conta da guerra comercial EUA x China, os dois principais detentores da tecnologia. Entram aí não apenas questão econômicas e logísticas, mas também políticas, considerando a polarização pela qual o país passa há alguns anos já e os fatores ideológicos envolvidos.

Nos últimos meses foram feitas diversas tentativas de estabelecer uma data para o leilão do 5G no Brasil, o que começaria com a cessão de determinadas faixas – isto é, as frequências de MHz - nas quais a tecnologia atuaria. Inicialmente estão previstas quatro faixas de frequência para a instalação da tecnologia no país.

A grande questão sobre prazos finais (quando o 5G estará funcional e em todos os municípios brasileiros) depende diretamente da parte política, e não apenas pela já conhecida burocracia sistêmica brasileira, mas por questões práticas de negócios.

A Huawei, responsável por mais de 60% dos equipamentos das operadoras segundo dados da Anatel e do Ministério das Comunicações, não é bem-vista por boa parte do governo brasileiro, e um eventual banimento da empresa chinesa (algo que muitas vezes ganha pauta nos assuntos no Planalto) acarretaria num pesadelo logístico para as teles.

Isso acontece porque a tecnologia 5G não é compatível com o equipamento presentemente disponível no Brasil (aquele usado para as conexões 2G, 3G e 4G) de outras empresas. Isso quer dizer que as empresas teriam que fazer uma substituição integral das peças tanto nas centrais de distribuição de dados quanto nas antenas em si.

Ainda é difícil prever prazos para a chegada da tecnologia em território nacional. Os mais otimistas preveem para alguns meses no futuro, mas outros consideram que pode levar de 4 a 5 anos para que todos os municípios brasileiros sejam abrangidos pelo 5G.

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