Autodesk segue tendência de venda de licenças por assinatura

Em 2016 a empresa passará a vender suas licenças no modelo desktop subscription.


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A partir de 31 de janeiro de 2016 as novas licenças comerciais da maioria das suites de Design e Criação e produtos individuais da Autodesk serão vendidos no modelo desktop subscription. O Brasil será o primeiro País do Grupo Autodesk a adotar o modelo de licenças baseado em prazo. Dessa forma, será o fim da venda de novas licenças permanentes paraa maioria dos produtos individuais de desktop. 

O aluguel do software promete simplificar a experiência do cliente, que poderá usufruir do produto de acordo com a sua necessidade de tempo de uso. Assim, o cliente poderá optar por assinatura mensal, através da EStore, trimestral ou anual, com serviços disponíveis na nuvem.

Para o presidente da Autodesk Brasil, Marcelo Landi, a Autodesk segue a tendência de grandes marcas, como a Adobe, que já oferecem serviços por assinatura. A mudança favorece o combate à pirataria de softwares e a venda ainda se expande para pequenas e médias empresas, beneficiando, especialmente, pequenos e curtos projetos.

Outra vantagem é ter acesso sempre à versão mais recente da tecnologia durante a vigência da assinatura. “O mercado consumidor e os ecossistemas da indústria estão mais dinâmicos do que nunca, e não é mais possível empacotar novas versões de software a cada ano”, diz o executivo.

De acordo com Landi, este novo modelo de comercialização foi antecipado exclusivamente no Brasil, pois a matriz entendeu que o mercado local demonstrou estar mais adaptado a esta nova realidade, uma vez que o crescimento na base de clientes que utilizam as licenças por meio de assinatura foi bastante significativo ao longo de 2015.

Mercado e indústria

O presidente da Autodesk no País ressalta que a mudança exige maior comprometimento da empresa com seus clientes, especialmente, no que diz respeito à inovação e prestação de serviços pós venda. “Nesse formato, nós é que estamos na mão do cliente”, diz Landi.


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Para o executivo, a transição poderá resultar na queda de receita em curto prazo, mas deverá aumentar o número de usuários. “Estamos vendo em longo prazo. É uma queda totalmente gerenciada”, afirma. 

Para 2016, a empresa espera focar seus esforços na Delcam, marca do mercado de CAM voltado para a indústria, adquirida em 2013 pelo Grupo. Landi admite que a Autodesk não possua uma solução completa em PLM para a indústria. Ele afirma que uma equipe já está sendo formada para avançar nesse mercado. “O grande objetivo é fortalecer esse nicho ano que vem”, finaliza Landi.




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