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Cláudio Grossi    |   25/09/2025   |   Porque cada movimento importa   |  

A economia circular na mineração: o crescimento da repotencialização de rolamentos

Exclusiva

Hoje, com as tecnologias avançadas, empresas especializadas têm conseguido devolver aos rolamentos até 95% de sua vida útil original

Em um setor em que cada parada de máquina pode custar milhões, a indústria da mineração tem buscado soluções inovadoras para ampliar a eficiência operacional e reduzir desperdícios.

Uma das práticas que mais tem ganhado espaço nesse contexto é a repotencialização de rolamentos — peça crítica para o funcionamento de britadores, Rolos Prensas (HPGR), transportadores de correia, peneiras vibratórias, caminhões fora de estrada e outros equipamentos pesados.

Tradicionalmente, a manutenção desses componentes envolvia a troca por peças novas. Hoje, com as tecnologias avançadas, empresas especializadas têm conseguido devolver aos rolamentos até 95% de sua vida útil original.

A garantia do serviço do rolamento repotencializado é o mesmo de um rolamento novo: um ano.

Na mineração, a repotencialização de rolamentos pode gerar uma economia de até 60% em relação à substituição por peças novas, além de reduzir drasticamente o descarte de resíduos metálicos e os impactos no meio ambiente.

A prática está diretamente alinhada aos princípios de sustentabilidade e eficiência de recursos, cada vez mais exigidos por investidores e pela sociedade. A mineração mundial responde por 1-2% do consumo global de energia. Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a mineração participa com cerca de 1% no consumo final de energia no Brasil.

Prolongar a vida útil dos componentes é uma estratégia concreta para reduzir a pegada de carbono associada à produção de novas peças e à logística de transporte.

A repotencialização significa economias significativas também para o ambiente. Dependendo da quantidade de repotencialização necessária, um rolamento repotencializado reduz a pegada de carbono em até 90% em comparação com um novo. A repotencialização também consome até 90% menos energia, segundo estudos da SKF.


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Empresas globais do setor já colocam a repotencialização como meta de Environmental, Social and Governance (ESG). No Brasil, o movimento também ganha força. O setor responde por cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o estudo IBRAIM 2024.

Em suma, repotencializar é um processo fundamental dentro dos compromissos de ESG, porque está associado à economia de baixo carbono, à redução do consumo de energia elétrica e à economia circular.

*Imagem de capa: Depositphotos.com

O conteúdo e a opinião expressa neste artigo não representam a opinião do Grupo CIMM e são de responsabilidade do autor.
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Cláudio Grossi

Engenheiro Mecânico e Master Business Administration em Gestão de Negócios | Atua há 29 anos no segmento de rolamentos em clientes industriais e automotivos | Atualmente Coordenador de Engenharia de Aplicação na SKF do Brasil


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