por Felipe Fagundes    |   10/08/2021

3 Formas de proteger sua empresa de oscilações cambiais


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A instabilidade do dólar não é nenhuma surpresa para quem negocia em moeda estrangeira, mas nos últimos meses, a oscilação atingiu patamares históricos e até mesmo as empresas que já estão acostumadas com altas e baixas precisaram rever as estratégias para tentarem mitigar ao máximo essa variação, que se não for bem planejada, pode se tornar em uma tremenda dor de cabeça financeira.

Fatores globais como a pandemia, “guerras” entre blocos comerciais, entre outros fatores ao redor do mundo, somados à situação interna do Brasil, que sempre se coloca em posição delicada, tanto econômica como politicamente, também colaboraram para o cenário mais incerto para importadores e exportadores.

Por isso poder contar com parceiros especializados como a Twelve Capital, correspondente exclusiva do Banco Ourinvest, que é especialista em câmbio há mais de quatro décadas, é fundamental para se ancorar com segurança nestes momentos de maior “ondulação” do mercado. Ouvimos especialistas e preparamos este material como opção para ajudar as empresas a se protegerem minimamente das oscilações cambiais.

Cenário Macro

O primeiro passo é compreender o cenário amplo, tudo que está nos rodeando, seja no mercado interno ou fora do país. Empresas que mantém relações comerciais com o exterior fazem negociações em moeda estrangeira o tempo todo e, geralmente os contratos são fechados meses antes da entrega ou envio dos produtos (seja em importação ou exportação), o que na prática quer dizer que um negócio fechado em dólar hoje pode valer mais ou menos quando for concretizado no prazo final estabelecido. Assim, custos básicos como mão de obra e aquisição de insumos ficam comprometidos e o empresário precisa lidar o tempo todo com a volatilidade como fator adicional, além das questões inerentes ao seu negócio originalmente.


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Para se ter uma ideia, em 2020 o dólar teve uma variação perto de 30%. Começou o ano em R$ 4,02 e fechou em R$ 5,18. Isso quer dizer que o real perdeu 30% do seu valor de compra em relação ao dólar e, um empresário que fechou a compra de uma máquina em janeiro, com previsão de entrega em dezembro por exemplo, teve este acréscimo de 30% na conta para pagar, caso não tenha se planejado previamente. Em 2021, o movimento não deixa por menos, a moeda mais negociada do mundo abriu janeiro cotada a R$ 5,26, já teve picos de quase R$ 6,00 e depois da baixa da taxa de juros flutuou abaixo de R$ 5,00 e, agora mais recente, inicia o segundo semestre novamente em alta.

O ano começou com o dólar em viés de baixa, com a segunda onda da pandemia e os fatores internos, a moeda foi pressionada e agora novamente está em patamares mais altos. É impossível prever qual será a cotação ao final do ano e, por isso é importante que os empresários se protejam dessas oscilações”, avalia Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest.

Hedge Cambial

A ferramenta cada vez mais buscada por empresários da área de comércio exterior e, por pessoas físicas que fazem transações internacionais, capaz de realizar uma trava de câmbio, é o Hedge Cambial, uma das alternativas para essa proteção. Em suma, a taxa de câmbio fechada no ato da contratação do hedge é garantida ao empresário pelo prazo pré-determinado e ele não precisa se preocupar com as variações, podendo trabalhar todos os seus custos e recebimentos futuros com base em um valor fixo. Que no exemplo acima do nosso importador de máquinas, o deixaria ciente dos custos, podendo programar o fluxo de caixa sem uma surpresa indigesta de aumento em 30% da conta final.

Segundo Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest, com o hedge cambial é possível ter uma maior previsibilidade de custos e recebimentos em moeda estrangeira. “Em um cenário de comércio global dinâmico, as margens são muito apertadas e, correr o risco de perder 2% ou 4% da sua margem por conta de variações cambiais, pode ser evitado”, explica.

O melhor de tudo é que não há valores mínimos ou máximos para operações de hedge cambial. “Nós ajudamos o cliente a decidir quanto do montante ele quer proteger e encontramos a melhor opção para cada tipo de negócio. A ideia é que o cliente possa focar na essência de sua operação, em vender seus produtos, administrar o seu negócio e, nós cuidamos da taxa cambial”, diz Foresti. Para o especialista, no cenário atual essa é a melhor forma para proteger a empresa das oscilações cambiais e cada empresario pode definir o melhor tipo de hedge para seu negócio. “É importante lembrar que a atual taxa de juros brasileira, a Selic, torna o custo do hedge mais barato e atrativo e, se formos comparar com a possibilidade de oscilação essa atratividade se torna maior ainda”, finaliza.

ACC e ACE

Outra forma de proteger sua empresa das variações cambiais é realizar operações de antecipação de recebíveis, papel do ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio), modalidade em que o empresário nacional procura um banco autorizado a operar em câmbio e pede um financiamento para a fase de produção ou pré-embarque e, do ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues), onde também há uma antecipação de recebimentos de uma exportação, mas esse valor só é concedido após o embarque.

Essas modalidades ajudam o empresário a arcar com matéria-prima, folha de pagamento dos funcionários e custos gerais da produção antes do embarque das mercadorias ou o previne de um possível calote após o embarque. O exportador pede ao banco o adiantamento do valor em reais correspondente ao contrato de câmbio já firmado com o importador estrangeiro e, além de receber o montante, também fixa a taxa de câmbio da sua operação.

Segundo Fabiano Branco da Silva, gerente de Negócios Internacionais do Banco Ourinvest, o ACE é indicado para empresas que já têm caixa para produzir a mercadoria. “Os exportadores que querem receber os pagamentos de forma imediata e garantir um câmbio fixo podem usar o ACE”, explica. O executivo ainda acrescenta que a operação de ACE ajuda na composição de fluxo de caixa das empresas exportadoras. “As empresas não precisam ficar esperando, 60, 90, 120 dias ou até mais para receber os pagamentos, sujeitas às temidas oscilações do câmbio e à inadimplência. Tudo fica acertado no momento do embarque e o exportador já pode partir para um novo negócio”, explica.

Vale ressaltar, que o Banco Ourinvest realiza a análise dos importadores estrangeiros antes de conceder o ACE e, caso ocorra inadimplência, é feita a cobertura de risco sem cobrança da devolução dos recursos antecipados para o exportador nacional. Essa modalidade auxilia o exportador a aumentar o faturamento, concedendo prazo, controlando o risco de inadimplência e não comprometendo seu fluxo de caixa.

Ampliar o parque local de fornecedores

A terceira dica dos especialistas é a ampliação do parque de fornecedores e de possíveis clientes, dica que vale tanto para importadores, quanto exportadores. Apesar das transações internacionais estarem atreladas ao dólar, reduzir a dependência de alguns destinos pode ser interessante nesse momento. Dessa forma, as negociações podem ser diluídas e os eventuais problemas com um cliente ou fornecedor não chegam a comprometer o negócio como um todo, pois como já prega o dito popular “quem tem um não tem nenhum”.

Casar o uso de ferramentas financeiras e a busca por novos fornecedores/clientes é uma das saídas para reduzir o temor à oscilação da moeda americana e, consequentemente da receita dos empresários. Por isso, é um bom momento para passar um pente fino na lista de fornecedores e clientes internacionais, buscando as melhores oportunidades para o cenário de compra ou venda atual.

Nesse contexto também contar com a assessoria de um parceiro especialista é um grande diferencial. A Twelve Capital, através do Banco Ourinvest que tem experiência de mais de quarenta anos em comércio exterior, pode auxiliar os empresários a encontrarem alternativas competitivas. Conte com o nosso time de especialistas!

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As informações e opiniões veiculadas nesse artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam a opinião do Grupo CIMM.

Felipe Fagundes

Head Comercial na Twelve Capital


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